Crítica: Cisne Negro (2010)
Estrelas: 5/5
Direção: Darren Aronofsky.
Elenco/Vozes: Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey, Winona Ryder.
Tchaikovsky. Um nome plenamente conhecido no mundo da música clássica e nem de longe esquecido pela sétima arte: ainda nesse século um certo herói mascarado se inspirou no compositor russo em uma belíssima abertura enquanto que, décadas antes, filmes como Fellini 8 1/2 já usavam composições dele. O compositor romântico é ainda importante por seus balés, tendo obtido com O Lago dos Cisnes e O Quebra-Nozes grande reconhecimento. Por ser alguém importante nestes três mundos o russo, que teve uma vida bastante controversa sob suspeita de homossexualidade e possível suicídio, teve sua obra escolhida por Aronofsky (Fonte da Vida, O Lutador) e um trio de roteiristas como fonte de inspiração para uma história que, inicialmente, se passaria nos bastidores de uma peça de teatro.
A escolha parece inusitada já que muitos espectadores devem ter se perguntado por que ir ao cinema ver um filme dramático sobre uma dançarina de balé? De fato não fossem pelas indicações ao Oscar e a presença de Natalie Portman muitos nunca teriam ido, o que seria uma pena pois Cisne Negro é um filme tão especial a ponto de questionar a preferência das premiações a outros filmes menos artísticos e interessantes. Sendo possivelmente a obra prima de Aronofsky até aqui, Cisne Negro é um filme completo que conta com atuações brilhantes, história intrigante, direção e técnica impecáveis, mas principalmente cenas fortes e belas que merecem ser vistas na grande tela. Não é um filme tão ingerível como outros bons filmes deste ano mas isso só aumenta seus méritos, já que o peso psicológico do filme apenas agrega intensidade a uma experiência inesquecível.
Resenha publicada no site Cinéfilos. Veja a resenha completa em: http://cinefilos.interativo.org/filmes/2011/02/cisne-negro/

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